Quando os sons irritam: Hiperacusia, fonofobia e misofonia.

Problemas clínicos relacionados à redução da tolerância aos sons podem afetar bastante a qualidade de vida, devido à forte tendência a evitar interações sociais, familiares ou profissionais, até mesmo nas situações mais comuns do cotidiano.

Muito associada ao zumbido, a hiperacusia em geral é bastante omitida e subdiagnosticada, ocorrendo quando o som, geralmente em alto volume, é considerado insuportável, gerando até mesmo dor física. Já na fonofobia, muito presente na crise de enxaqueca, o paciente pode ter medo e crise de ansiedade associados a ruídos altos e repentinos, não havendo relação com outros transtornos auditivos.

Pouco conhecida, a misofonia pode ser descrita como uma disfunção cerebral que faz com que sons comuns, específicos, independente da intensidade, provocam uma resposta emocional intensa, proporcionando liberação de adrenalina, com sobrecarga de energia em resposta a uma suposta ameaça. Alguns barulhos podem ser tão perturbadores que se torna comum o uso rotineiro de fones de ouvido ou tampões auditivos para se proteger. O ruído de alguém mordendo uma maçã, a respiração ou até mesmo a digitação no teclado podem ser insuportáveis, trazendo angústia e sentimentos de raiva e fuga. Sem o apoio adequado, de forma geral os pacientes isolam-se e sofrem em silêncio. Quando muito grave, esta condição acaba trazendo efeitos socialmente devastadores, uma vez que os sons que provocam “gatilho” são bastante comuns no dia a dia.

Conviver com estes problemas pode causar bastante sofrimento psíquico, e o acompanhamento com um otorrinolaringologista é de fundamental importância, em uma abordagem multidisciplinar, muitas vezes com psiquiatria e psicoterapia. Tratamento pode ser elaborado em conjunto para cada caso e, a depender das comorbidades, medicações específicas também podem ser utilizadas, mostrando benefícios concretos.

Por Dra. Cristiane Teixeira

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